terça-feira, 12 de agosto de 2014

O que vi, vivi e levei de Cuba. Parte (1/3)

Havana - Cuba
É até difícil começar a escrever sobre Cuba, porque essa é uma viagem que mexe com as emoções. Algumas pessoas me perguntam porque escolhi Cuba para passar as férias, como se lá não fosse um destino aceitável de se desejar ir, mas pra mim existe apenas o desejo de conhecer lugares, pessoas e suas culturas e acho que foi isso que me levou a Cuba.
Quando desembarquei no aeroporto de Havana vindo de Costa Rica (outro dia conto pra vocês sobre  CR) o sentimento que tomava conta de mim era ansiedade e um pouco de receio também, não posso negar.
Rua de Havana
Assim que passei da imigração e retirei minha bagagem fui procurar um taxi, e pegar um taxi em qualquer lugar do mundo requer sempre muita atenção. Antes de seguir para o centro de Havana paramos para trocar o dinheiro em outro terminal. Cuba tem 2 moedas o CUC e o CUP sendo a primeira a usada pelos estrangeiros. Após cambiar o dinheiro, seguimos para o endereço do hostel que eu já havia reservado pela internet. O carro era bem velho, não antigo como vemos nas fotos. O taxista puxou conversa comigo pelo caminho mas estava tão ansiosa e um pouco nervosa que confesso que não me recordo do que falamos. Quando cheguei na porta do endereço do "hostel" acho que o que senti foi um pouco de pânico. As ruas eram sujas, as construções muito deterioradas e no primeiro momento senti como se Cuba não tivesse nada para me oferecer, estava enganada! Com minha mochila nas costas e mala grande de rodinhas no melhor estilo garota urbana subi as escadas com dificuldade mas com a ajuda das 2 primeiras Cubanas das muitas outras que ainda iria conhecer durante essa estadia em Cuba. Pois bem, toquei a campainha do apartamento do 2º andar de longas escadas e fui recebida por uma senhorinha simpática porém que demonstrava surpresa com a minha chegada. Sua casa ampla tinha poucos móveis, uma cadeira de balanço na sala e uma televisão antiga com uma imagem ruim. O que aconteceu foi que como reservei um quarto privativo, a "sede" do meu hostel ficava na rua de trás e o meu quarto na casa da avó do dono do hostel que não sabia que uma nova hospede estava pra chegar. Mas isso não foi um problema, porque rapidamente o jovem Rolando acompanhado de sua mãe, chegaram para me receber e preparar o meu quarto que por sinal era bem confortável com uma cama de casal, armário, banheiro e ar condicionado mas não imaginem que havia luxo, era tudo simples. O Rolando e sua mãe Magali pegaram o mapa e outros itens como as 2 moedas de cuba para me explicar tudo que eu precisava saber para aproveitar o melhor de Havana e em segurança. Após toda explicação de não trocar dinheiro na rua, não sair de bolsa e com celular e câmera de noite, de ter atenção com as moedas e de saber que com cautela Cuba é segura mesmo de noite, fiz as perguntas que me acompanhavam desde minha chegada: Consigo comprar coca-cola e como faço para usar a internet? Óbvio que eles riram, porque com tanto para se desvendar de Cuba, esses não poderiam ser meus maiores interesses.
Meu primeiro dia foi tenso, corri pro centro e depois de rodar por todos os hotéis de luxo (Acreditem, Cuba tem hotéis de luxo) para conseguir conexão, finalmente me conectei de forma precária para falar com minha mãe e dizer que estava assustada com a primeira impressão.
O que eu não podia imaginar é que naquela mesma noite, os acontecimentos mudariam o rumo daquela viagem e fariam com que eu iniciasse minha paixão por Cuba...

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Como eu sou uma pessoa que gosta dos detalhes, vou contar essa viagem em 3 partes para não cansar vocês e nem a mim. :)

Já posso adiantar, foi incrível!!!

Parte (2/3): 19/08


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